Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhai-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
António Gedeão
2 comentários:
Já dei conta da tua visita e comentário, :-), espero que se repita. Eu vou continuar a passar por cá, até porque gostei bastante deste novo aspecto :-)
O poema foi fácil de encontrar verdade? Simples, mas muito bonito. Pelo menos eu acho :-)
Um abraço e uma boa semana.
poema lindo*
Enviar um comentário