Espero-te em sobressalto, com todas as velas da alma acesas. Espero que te voltes para que o meu deslumbramento se imobilize sobre o teu corpo em movimento, o teu sorriso infinito, desesperadamente infinito como o azul do céu... Não sei que palavras inventar para te puxar para a minha vida.
Junto de ti descobri, de repente, a alegria que trazia numa cave do coração. Deixei de ter caves e sótãos dentro de mim, corredores escuros onde o vento do medo uivava... Vagueio pelos salões e jardins deste castelo onde aconteceu o milagre secreto do nosso encontro... Preciso que saibas que (te) amo arrebatadamente. É isto que preciso que saibas, apenas isto que mais uma vez te direi na linguagem de beijos, saliva e suor que fizemos nossa, à margem de todas as histórias da existência que não sabemos construir.
Antes de te conhecer, eu não sabia entregar-me.
Acendo velas – dez velas que ateiam o lume da tua pele. O teu corpo é o meu palácio. Sempre foi, sempre será... Destapo-te devagar e volto a afogar-me nesse incêndio sublime que a fusão dos nossos corpos compõe. Todo o amor é uma prisão... Uma prisão inventada por nós contra a escancarada brutalidade da vida.
Era o quarto onde a Rainha Santa Isabel morreu... E ali vão as pessoas que precisam de milagres. A nós, o milagre foi-nos dado sem que o tivéssemos pedido. Como um sonho.
Junto de ti descobri, de repente, a alegria que trazia numa cave do coração. Deixei de ter caves e sótãos dentro de mim, corredores escuros onde o vento do medo uivava... Vagueio pelos salões e jardins deste castelo onde aconteceu o milagre secreto do nosso encontro... Preciso que saibas que (te) amo arrebatadamente. É isto que preciso que saibas, apenas isto que mais uma vez te direi na linguagem de beijos, saliva e suor que fizemos nossa, à margem de todas as histórias da existência que não sabemos construir.
Antes de te conhecer, eu não sabia entregar-me.
Acendo velas – dez velas que ateiam o lume da tua pele. O teu corpo é o meu palácio. Sempre foi, sempre será... Destapo-te devagar e volto a afogar-me nesse incêndio sublime que a fusão dos nossos corpos compõe. Todo o amor é uma prisão... Uma prisão inventada por nós contra a escancarada brutalidade da vida.
Era o quarto onde a Rainha Santa Isabel morreu... E ali vão as pessoas que precisam de milagres. A nós, o milagre foi-nos dado sem que o tivéssemos pedido. Como um sonho.
Inês Pedrosa
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