11 fevereiro, 2008

Crónicas de Ridick(ulo)

Por: Jóni Costa


Para quê este verde?

Desde o começo do passeio, que me perguntava timidamente ‘Porquê todo este verde?’, porquê tanto cuidado com a natureza e tretas assim, que tanto se falam e discutem hoje em dia? Está aí alguém? Não obtinha resposta, até que alguém mais sábio que o nosso inconsciente se sobrepôs e respondeu de forma normal e sentida, ‘Este é o verde que deves conservar para que um dia possas responder ao próximo que por este caminho passar, e se encontrar com a mesma dúvida. Procura a resposta em ti mesmo’, pensei para mim que o esclarecimento não fora o mais claro e directo mas continuei percurso olhando em toda a volta e sempre na expectativa do ‘Mas porquê todo este verde?’, todos falam em cuidar disto, sustentabilidade,[1] por um mundo melhor e coisas assim, quando na verdade este implícito verde existe seja de que maneira for. Procurei, procurei, procurei e lá no fundo encontrei uma resposta, agora sim muito clara e sucinta, que pudesse atender às minhas questões. Todo este verde vem de mim, vem de nós, é útil e agradável aos nossos olhos, podermos ver cada dia uma árvore diferente, podermos olhar para o horizonte e ver que não estamos sós, sim a natureza é uma grande companhia e não…não se mantém sozinha, o vivo verde que todos os dias observamos existe se for conservado, existe se for sustentado por nós, existe porque nós existimos e vive tal como nós vivemos, cada passo em falso provoca desequilíbrios e este imenso verde deixa de ter sustento, até ficar completamente desamparado e, aí sim vamo-nos perguntar ‘E agora, onde foi todo o verde? Onde está toda a alegria que o rodeava? E, ao abrir a janela, fitar o horizonte e não ver nada ali, ouvirás sussurrando uma voz ao ouvido que te diz ‘Eu sou a natureza e graças a ti morri’.




[1] Meio de configurar a civilização e as actividades humanas, de tal forma, que a sociedade possa preencher as suas necessidade e expressar todo o potencial da natureza no presente; não pondo em causa este mesmo potencial no futuro.

1 comentário:

Anónimo disse...

Constituição da República Portuguesa:

PARTE I - Direitos e deveres fundamentais


Artigo 66.º

1. Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.

2. Incumbe ao Estado, por meio de organismos próprios e por apelo e apoio a iniciativas populares:

a) Prevenir e controlar a poluição e os seus efeitos e as formas prejudiciais de erosão;
b) Ordenar e promover o ordenamento do território, tendo em vista uma correcta localização das actividades, um equilibrado desenvolvimento sócio-económico e paisagens biologicamente equilibradas;
c) Criar e desenvolver reservas e parques naturais e de recreio, bem como classificar e proteger paisagens e sítios, de modo a garantir a conservação da natureza e a preservação de valores culturais de interesse histórico ou artístico;
d) Promover o aproveitamento racional dos recursos naturais, salvaguardando a sua capacidade de renovação e a estabilidade ecológica.
e) Promover, em colaboração com as autarquias locais, a qualidade ambiental das povoações e da vida urbana, designadamente no plano arquitectónico e da protecção das zonas históricas;
f) Promover a integração de objectivos ambientais nas várias políticas de âmbito sectorial;
g) Promover a educação ambiental e o respeito pelos valores do ambiente;
h) Assegurar que a política fiscal compatibilize desenvolvimento com protecção do ambiente e qualidade de vida.


.........=D*
...E a Lei obriga ao seu cumprimento!

...BeijOKa em ti*