27 janeiro, 2010

no fundo


O sol nasceu, o despertador tocou e acordei. Voltei a adormecer e voltei a acordar sobresaltado, sem vontade de estar na cama e sem vontade de me levantar. Levantei o tronco, contei até dez e saltei fora do ninho. Um mergulho na piscina? Talvez, apesar de fria, preciso acordar de novo para a vida, mp3, Death cab for cutie para a cabeça (sei que parece um bocadinho EMO mas não me tomem por isso), o sol apertou as minhas pálpebras de tal modo que mal conseguia ver, calor, roupa fora, piscina, mergulho os pés, está fria, dói nos ossos mas sabe bem, mergulho a cabeça, vou até ao fundo e reparo como tudo é sereno e calmo, apetece ficar alí, imune a sons, imagem clara do sol reflectida na água, sem pensamentos, onde podemos gritar sem ninguém ouvir, libertar toda a raiva e vir à tona, respirar... No fundo, por vezes sabe bem estar no fundo.


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