20 março, 2008

Do meu quarto

Sentado à varanda, inalando nicotina, vejo carros passar, pessoas falar, cães ladrar e muitos 'se não' no ar... Se não vivesse, isto existia? Se eles não existissem eu vivia? Se eu não consegui-se ver, como isto seria? No contar do tempo vai escurecendo, a noite abala completamente o dia e os ruídos em menor frequência permanecem, eu, ali sentado, pensando no porquê da monotonia quotidiana, comum a todos os mortais, pensar no que haverá para além de tudo isto, o que haverá para além do Mundo. Horas passaram e o ladrar renasce, será que os animais vêm o mundo como nós? Cruel, monótono? Ou será que a vida lhes é considerada uma dádiva divina? Agora, placards luminosos interferem na escrita, quase semelhante a escrever, espaço, escrever, espaço, escrever...
Chegou gente, o momento de solidão acabou e renascerei em torno da noite para alcançar um novo dia. A noite passa, o dia recomeça. Os mesmos ruídos, o mesmo ladrar, as mesmas vozes, tudo permanece.
Acordo...

2 comentários:

Anónimo disse...

'During the struggle
They will pull us down
But please, please
Lets use this chance
To turn things around
And tonight
We can truly say
Together we're invincible'*

Anónimo disse...

sabe sempre bem ler uma das tuas surreais e realistas escritas... carregadas de verdade, sensação e absolutamente sinceras...
és uma boa pessoa:')
e eu nao me esquecerei nunca de ti, és especial...
um beijo e um xi*;')