Alguma vez sonhei acordado? Alguma vez comi sem ter fome? Alguma vez pensei no que não devia ser pensado? Alguma vez senti AMOR? Alguma vez pensei que só apenas aos outros acontece? Sim... Já pensei, já vivi com medo, mas continuo a viver, tenho medo de sentir ódio por que me ama, alojado em sentimentos neuróticos e 'não normais'. Permanecer no escuro será a melhor fuga? Será 'esconder' a melhor maneira de me livrar do 'preto' e voltar ao cinzento? Penso em mudar. Será que vale a pena? Será que apenas eu sinto a minha mudança? Será que alguém a sentirá? Será que vale a pena? Será que o sentimento se mantém? Será que vale a pena? Sinto neste momento a liberdade como a 'prisão da vida', onde tudo pode ser feito, pensado, mas ao mesmo tempo punido e julgado. Será assim a vida uma liberdade total? Há quem viva com limites. Será que vale a pena? Há quem largue sentimentos para trás. Será que vale a pena? Há quem não deseje viver, sentir ou fazer. Será que vale a pena? Há quem queira morrer e dizer adeus a todo o 'sentimento'.
Valerá a pena?
Valerá a pena?
2 comentários:
"Nunca saberemos se os enganados
são os sentidos ou os sentimentos,
se viaja o comboio ou a nossa vontade
se as cidades mudam de lugar
ou se todas as casas são a mesma.
Nunca saberemos se quem nos espera
é quem nos deve esperar, nem sequer
quem temos de aguardar no meio
de um cais frio. Não sabemos nada.
Avançamos às cegas e duvidamos
se isto que se parece com a alegria
é só o sinal definitivo
de que nos voltámos a enganar."
Há os vencidos, há os que tentam, os que lutam... há os que não conseguem, os que desistem... mas há aqueles que persistem e insistem… e por isso são vencedores.
És um vencedor, um aventureiro com garra de "revirar" este mundo e o outro, nunca desistas… Só não consegue quem desiste…
Beijo grande, fica bem:)*
Aqui te deixo uma serie de pensamentos dum grande senhor que admiro - Fernando Pessoa, apenas para te dizer que nao és, nem nunca serás a unica pessoa à face da terra com pensamentos contraditórios, apesar de terem sentido; com nostalgias obscuras, apesar de serem uma fonte de luz; com interrogações sem fim, apesar de todas terem resposta...
Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possivel
Com quem não há verdadeiro entendimento
Nada sabemos da alma
Senão da nossa
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo
----------------------------------
Quer pouco, terás tudo.
Quer nada: serás livre.
O mesmo amor que tenham
Por nós, quer-nos, oprime-nos
----------------------------------
Quanto mais fundamento penso, mais
Profundamente me descompreendo
O saber é a inconsciência de ignorar...
Só a inocência e a ignorância são
Felizes, mas não o sabem. São-no ou não?
Que é ser sem o saber? Ser como a pedra
Um lugar, nada mais.
----------------------------------
Quanto mais claro
Vejo em mim, mais escuro é o que vejo.
Quanto mais comprendo
Menos me sinto comprendido.
Ó horror paradoxal deste pensamento
----------------------------------
Temos, todos que vivemos
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada
E a única vida que temos
È essa que é divida
Entre a verdadeira e a errada.
-----------------------------------
:: despois desta colectânea :) assim termino...
Para ser GRANDE, SÊ INTEIRO: nada
Teu exagera ou exclui
SÊ TODO em cada coisa. Põe QUANTO ÉS
No MINIMO QUE FAZES
Assim em cada lago a LUA TODA
BRILHA, porque ALTA VIVE!
::fica bem::abraço forte::
c(=
Enviar um comentário